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Ariane Monticeli deixa a aviação e se dedica ao Triathlon

ARIANE MONTICELI: DEIXANDO A AVIAÇÃO PARA ALÇAR VOOS MAIS ALTOS NO TRIATHLON

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Para muitas pessoas, ser um triatleta é algo impensável, afinal, como muitos dizem, os triatletas “nadam o que muitos não corem, correm o que muitos não pedalam, e pedalam o que muitos não percorrem de carro”. Imagine se você incluir nessa rotina trabalho e amigos? E se for uma atleta que corre como profissional e não tem rotina definida?

Durante muitos anos, Ariane Monticeli conjugou as atividades de triatleta profissional e aeromoça da TAM Linhas Aéreas, trabalhando em voos internacionais com escalas e horários malucos por todo o mundo. Entre um voo e outro, foram diversos treinos nos mais diversos horários, sem pestanejar. Mesmo com essa rotina, Ariane saiu de triatleta amadora para o 3º lugar no Ironman Brasil 2011, além de ter sido eleita a triatleta do ano da Revista MundoTRI na categoria Ironman.

Ariane conta que sempre quis se tornar aeromoça: “Lembro-me dos questionários que todos nós respondíamos quando éramos crianças: Quem você levaria para uma ilha deserta? O que você quer ser quando crescer? Que lugar do mundo quer conhecer?”. Para a atleta, as respostas sempre eram: o garoto mais bonito da sala; ser aeromoça; e ir para o Havaí. Sim, o Havaí já estava na sua vida, seria um bom presságio?

Influenciada pela tia, comissária da Varig, Ariane viu os anos dourados da aviação, o que a fascinava. Novas culturas, pessoas diferentes, cidades desconhecidas, tudo isso habitava o imaginário da jovem Monticeli, que sequer sabia o que era Triathlon nessa época.

Embora o Triathlon não fizesse parte da vida de Ariane na adolescência, ela já estava envolvida no esporte: “Meu pai nunca me deixou trabalhar quando era adolescente, queria que eu me dedicasse aos estudos e ao vôlei, por isso treinava e estudava todos os dias”, conta a atleta que era jogadora do Grêmio Náutico União, em Porto Alegre/RS.

Ao terminar o Ensino Médio, a gaúcha não titubeou ao decidir pular o vestibular: resolveu ser comissária de bordo. Com 17 anos, Ariane começou o curso de formação e, em alguns meses, já estava em São Paulo, participando de processos seletivos das principais empresas. Logo depois, começou sua carreira na TAM Linhas Aéreas.

“Fora o mundo novo diante de mim, conheci o Brasil inteiro. Fiz passeios inesquecíveis, comi a comida típica de cada lugar, e os passageiros... Ah, os passageiros... Cada um com costumes diferentes.”

Para manter a forma, Ariane passou a correr durante as pernoites de seus voos, cerca de 1h30 por dia, independente do lugar onde estivesse. Foi então que o Triathlon entrou, por acaso, em sua vida. “Tinha muita energia e disposição, por isso entrei em uma academia ao lado da minha casa, que tinha uma piscina de 17 metros. Conheci alguém que treinava Triathlon, daí foi um passo para fazer também”.

No começo, não passava em sua cabeça ser uma triatleta profissional, ela só queria treinar mais e mais. Em pouco tempo, os passeios durante as pernoites deram lugar a treinos e mais treinos, sempre procurando lugares para nadar, pedalar e correr em cidades do Brasil e do exterior. “Comecei a conhecer pessoas do meio do Triathlon e fiz vários amigos. Isso me deu mais facilidade para treinar nas diversas cidades que visitava, pois sempre tinha um triatleta local que me ajudava. Ana Lídia Borba, por exemplo, sempre que pernoitava em Brasília, me pegava no hotel e me emprestava uma bike, além de sempre me levar para nadar.”

Hoje, com 29 anos, 11 anos de aviação completados no dia da prova do Ironman 70.3 Pucón, Ariane busca novos horizontes para sua vida. A atleta ficará 6 meses de licença para se dedicar inteiramente ao Triathlon, visando a classificação para o Mundial de Ironman 2012, em Kona/Havaí. O primeiro grande estágio será o Ironman Brasil, prova na qual Ariane pode repetir o feito de Fernanda Keller e subir no degrau mais alto do pódio.

“É uma nova fase. Resolvi me conceder uma chance e arriscar para saber o quão boa posso ser de verdade, sem essa loucura de conciliar meus treinos com os voos. Se não der certo e eu não quiser voltar para a aviação, procuro outro emprego. Começo do zero novamente, por que não? Afinal, o importante é ter saúde!”.

Claro que será difícil para a atleta se distanciar totalmente dos aeroportos, passageiros etc., mas, como ela mesma diz: “hoje sou mais atleta do que comissária, gosto muito mais disso”.

Ariane sabe que a nova rotina, agora em Florianópolis, será difícil, afinal sobreviver como triatleta no Brasil é uma tarefa árdua, mas não há dúvidas de que ela conseguirá. Sua atitude demonstra isso: “Fico feliz de poder dividir isso aqui com vocês”.

Toda a equipe MundoTri deseja muita sorte a Ariane, que, ao interromper sua carreira de comissária, se lança no Triathlon para alçar voos muito mais altos.

Crédito da foto: MundoTri

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Notinhas

10/5/2012 O Ironman Brasil, principal prova do triatlo nacional e seletiva para o Ironman Mundial, realizado no Havaí, disputado no próximo dia 27, reunirá parte da elite mundial da modalidade em Florianópolis.Destaque para Fernanda Keller, bicampeã em 2004 e 2008, Ariane Monticelli, terceira em 2011, Ana Lidia Borba, quinta em 2009, além de Vanessa Gianinni, bicampeã do Troféu Brasil de Triathlon.Fonte :Terra

10/5/2012 Dia 9 de maio  foi realizado o GP Internacional de Fortaleza e Mauro Vinícius da Silva, um dos principais atletas na competição, venceu a prova do salto em distância com a marca de 7,94m. Apesar da medalha de ouro, o saltador saltou bem abaixo da distância com a qual se classificou para as Olimpíadas de Londres (8,27m).Rogério da Silva Bispo, com 7,85m, ficou com o segundo lugar. Jadel Gregório decepcionou e apareceu na quarta colocação, com 7,55m.Rosângela Santos, favorita nos 100m feminino, ficou com a medalha de prata e não obteve índice olímpico.

10/5/2012 Na terça-feira dia 8,no evento-teste realizado no Estádio Olímpico de Londres, os para-atletas brasileiros subiram ao topo do pódio por sete vezes. Além dos ouros, o Brasil ainda levou duas pratas e sete bronzes na competição.
10/5/2012 Nesta terça-feira, dia 8,uma triste notícia para o esporte brasileiro foi divulgada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A corredora Elaine de Paula Vieira recebeu uma suspensão de dois anos após ter sido pega em exame antidoping realizado após a Corrida de Reis, no dia 8 de janeiro de 2012, em Cuiabá.