Pânico na natação no triathlon e afogamentos
Quem é que não conhece um amigo que não faz triathlon porque não gosta de nadar no mar?Eu me incluo nesta lista. Certa vez, nadando acompanhando um amigo no treino, senti algo passar por mim, perdi a respiração e meu coração começou a bater alucinadamente. Numa fração de segundos imaginei de monstros marinhos enormes daqueles filmes japoneses até tubarões que iriam me puxar para o fundo do mar (...em plena Riviera de São Lourenço) ...mas foi um saco plástico . Até conseguir retornar ao batimento normal demorou um pouquinho, então recebi e senti um outro sinal. Uma água viva! Então desisti de nadar no mar, mas esportes que não precise ficar com o rosto dentro da água, eu...até pratico.
Deixando a minha experiência de lado e voltando ao tema,nos EUA no ano de 2011 aconteceram mais de 2.500 provas de triathlon onde a preocupação na modalidade é na etapa de ciclismo, onde os acidentes são mais evidentes.
Mas há algum tempo as mortes no triathlon durante a natação,embora raras, tem causado uma curiosidade devido a ausência de respostas.
O que intrigava os médicos seria como atletas em excelente condição física e ótimos nadadores poderiam se afogar e morrer. Especialistas em Minnesota analisaram 14 óbitos sendo que 13 deles as mortes aconteceram enquanto nadavam. Mesmo não sendo possível estabelecer uma correlação científica entre causa e conseqüência, pois em nenhum deles haviam vestígios anatômicos, acreditam que o ataque de pânico seja a causa,pois torna o atleta incapaz de reagir no mar causando o afogamento.
A maioria dos atletas urbanos, treinam a natação em piscina, ambiente totalmente controlado e o primeiro contato com o mar, em alguma vezes, é numa competição e a sensação é totalmente diferente . Com a tensão da largada, mar mais “mexido” ,o volume de pessoas nadando em ritmo acelerado com a sensação de se estar nadando dentro de uma máquina de lavar roupa onde frequentemente uns “acertam” os outros sem querer, dependendo da região e do clima o mar é muito escuro e pode se perder a noção de direção, as vezes “coisas” passam pelo atleta e se assusta...enfim,todas essas situações podem causar diferentes reações no atleta que entra em pânico e muitas vezes só se percebe sua ausência através de um amigo ,já algum tempo após o afogamento.
Portanto, sempre tenha uma regularidade de treinos no mar com amigos e sua assessoria e não deixe monstros marinhos pegarem você.
Baseado em matéria no Washington Post em 16/11/2011
Por: Liane Hilgendorff
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